Algumas das piores visualizações de dados já feitas na história das eleições brasileiras e mundiais

2020 é ano de eleição. O que não falta nesta época do ano são eleitores, veículos de imprensa e assessorias de candidatos tentam o possível (e, muitas vezes, o impossível) para mostrar que seus representantes são os melhores. Meu objetivo ao criar este post foi mostrar como é possível mascarar dados reais e mentir com visualizações erradas.

Presidência da Venezuela, 2013

Presidência da Venezuela, 2013

Um belo exemplo de como exagerar na diferença do percentual de votos entre dois candidatos a presidente, levando o leitor a acreditar que ela é muito maior do que realmente é.

Presidência do Brasil, 2018

Presidência do Brasil, 2018

Detalhe para quem se responsabiliza por esta pesquisa: Instituto de Pesquisa Oficial do Face. Sim, Face, não Facebook. Exemplo clássico de viés de seleção em pesquisa, pois provavelmente aqueles que votaram nela são apenas os que concordam com determinada

Prefeitura do Rio de Janeiro, 2016

Prefeitura do Rio de Janeiro, 2016

Além da diferença entre os dois candidatos não estar proporcional, veja como um ponto percentual faz a intenção de votos para Jandira Feghali subir mais intensamente do que os dois pontos percentuais de Marcelo Crivella fazem por sua intenção de voto.

Prefeitura de Porto Alegre, 2016

À primeira vista, somos levados a acreditar que Sebastião Melo é o líder da pesquisa eleitoral na cidade. Entretanto, ele estava em terceiro lugar no momento em que este gráfico foi divulgado.

Presidência do Brasil, 2018

Governo de São Paulo, 2018

Governo de São Paulo, 2018

Este é o meu gráfico preferido, pois não tem quase nada certo nele:

Bônus: Futebol

Não conheço ninguém que tenha conseguido interpretar o gráfico abaixo em menos de 30 segundos. Tem gente inclusive que demora muito mais de um minuto para isso. Tente entender o que está representado abaixo e deixe a sua resposta nos comentários.

Bônus: Futebol